Cinema pernambucano ou cinema em Pernambuco?

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:: Na edição de fevereiro deste ano, a revista Monet publicou uma matéria minha sobre a prolífica cena do cinema feito em Pernambuco. Tinha como gancho a estreia de Avenida Brasília Formosa no Canal Brasil. Coloco aqui no blog agora o texto que foi publicado então na revista. Naturalmente, algumas informações estão bem desatualizadas: O Som ao Redor não mais está em cartaz e vários dos filmes que ainda estavam em produção já foram concluídos (tais como Tatuagem, de Hilton Lacerda, e Amor, Plástico e Barulho, de Renata Pinheiro). De qualquer maneira, por não deixar de fazer cada vez mais sentido, achei legal deixar registrado aqui a conversa que tive com alguns diretores. A foto acima, tirada no Cinema São Luiz, é de Rafael Medeiros::

No começo dos anos 90, um tal “maracatu de tiro certeiro” acertou no peito da música popular brasileira. Mas a bala, em vez de matar, ressuscitou e reascendeu uma adormecida euforia por um jovem rock made in Brazil. Estamos falando do manguebeat, movimento que nasceu no Recife e que de certa forma foi brotado em torno de um manifesto escrito pelo músico Fred 04. Mais de duas décadas depois, é também com cheiro de maresia pernambucana que sopra um outro fenômeno cultural no país. Só que, desta vez, ele não vem com manifesto, proposta estética ou ideológica. Semelhante ao manguebeat, ele vem para desfazer a ordem. Mas onde queres música, ele é cinema.

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