Jogos Vorazes – Em Chamas, de Francis Lawrence

hunger games

A heroína dessa história, símbolo maior da revolução que nasce contra o sistema, tem salientes bochechas e dois namorados. Ela está de bem com seu semblante renascentista e eles estão de boa em dividir os beijos da moça. Pra quem vinha de uma série adolescente machista e antiquada como a saga Crepúsculo e seus vampiros vegetarianos, a franquia Jogos Vorazes chega a ser um respiro de alívio. Talvez agora meninas do mundo inteiro possam entender que, muito melhor que arrumar um casamento pra eternidade (500 anos depois, Bella continuaria lavando a cueca de Edward) é ser musa de uma revolução social sem se preocupar com dietas e, de quebra, usufruindo da glória de ser uma Dona Flor em tenra idade.

Somente por isso esse filme já ganha pontos na minha milhagem. E sim, estou julgando a obra antes pelo efeito que ela pode ter em seu público alvo de adolescentes do que pelo que realmente ela apresenta enquanto entretenimento e alguma faísca de reflexão pós movimentos occupy isso e occupy aquilo. Quanto ao filme em si, vamos aos fatos.

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